sábado, 5 de julho de 2008

“Foi a estação."

E foi assim...Como uma "árvore", feio, torto e retorcido.
Porém, paulatinamente estava recoberto de botões verdes e cheio de promessas.
Recomeçando discordo, é coberto de flores, que tinham um cheiro tão doce, era tão bonito, que me arriscaria dizer.

És a coisa mais graciosa que já vi.

E logo me esqueço, mas recomeço...
Estava carregado e arqueado, cheio de vida e promessas.

E foi a essência, o prazer, alegria, e o amor, que pode ser “medido” no final, por fim...Estava completo. Uma perspectiva!

E assim foi o Outono.

domingo, 29 de junho de 2008

' Dois corpos distantes reais


Um dia frio e úmido,como de costume no mês de Junho,música ambiente em um quarto colorido e esperançoso,livros interessantes,discos empilhados aguardando um nome lugar e papéis de lembretes espalhados por todos os lados,fotos pregadas em um quadro simpático e um lençol amarrotado e florido,á espera de mais uma noite sem companhia. Ela continua com teus desejos e idéias abstratas. Descansa e apóia tua xícara de porcelana sobre uma velha escrivaninha,esperando que teu chá de ervas se esfrie. Assim,desejava que fosse tuas conclusões;frias,esquecidas,abandonadas em mais uma noite fria e solitária,enquanto a Primavera não chega. O som ambiente permanece ao mesmo ritmo que tuas emoções;torna-se surpresa,a saudade aperta,mas não pensa em e-mails,mensagens práticas nem em conversas diretas,pensa na mais sonhadora e concreta realidade:o estar ao lado,muito próximos para que se sintam íntimos e á vontade,mesmo a imagem de teu rosto desaparecendo e aparecendo constantemente,ela tem e comprova o sentimento maios cobiçado e bonito,que um ser racional pode sentir,assim,encontra forças para manter-se viva e cheia de sonhos,ele alimenta as tuas necessidades e faz a fé renascer. Teus CD´s estão marcados e organizados em ordem alfabética, o espelho manchado, a faz ter esperança de que há de algo bom de sentir,ele alimenta e completa cada lacuna vazia de incertezas, vazias de esperanças em sonhos, certezas e fé.A porta encostada vai se abrindo a cada instante que o volume é aumentado,ela não se afasta da situação que os envolvem,o sentimento que a faz sofrer,é maior que as situações desagradáveis ocorrentes,ela se dispõe a superar tudo e todos,até a porta ser apresentada por ele.Ela encontra mais uma alma perdida,a realidade de dois corpos distantes.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Ser e Ter'

Existe uma grande diferença entre o "saber" e o "conhecer". O saber gera a sabedoria que estrutura nosso caráter e nutre as importantes lembranças que ficam. O conhecimento nasce da matéria, da informação, da notícia e da ciência. Você não lembra do conteúdo da aula do primeiro ano, mas se lembra da postura do professor.
Se sinto cheiro de lápis, borrachinhas perfumadas, lembro do carinho com que minha mãe encapava meus cadernos e livros escolares. Quais eram os livros? Não faço a mínima idéia. Sabe o que eu tenho de que mais gosto? O sol esquentando a minha pele.




Sabe o que eu tenho de mais gostoso?
O sol esquentando a minha pele.
Somos aquilo que lembramos'

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Semblante

Tu possuis o semblante de uma estrela
Estrela?
!
Sim... é apenas deprimente, pois as estrelas nascem, crescem porém morrem!
Mas digo o brilho luminoso que elas possuem (esse brilho é eternamente), que é o teu semblante.
A noite cai, e então aparecem milhares de estrelas distintas, mas sempre tem aquela que se destaca;
Pois admirando a grandiosidade daquela humilde estrela. Reparei que... tu não só pareces uma estrela, como também possui o que é de mais valioso e belo nela ;
O grandioso e admirável brilho...
Esse brilho é luminoso e faz sonhar.
O mais inacreditável é que mesmo de dia, aquela estrela distinta, não só ela, todas, mas me refiro a distinta... não deixa de brilhar, nunca perde seu encanto, beleza.
Porém à noite ela manifesta-se, com que “Eu”, admiro e reconheça o brilho, carisma, luminosidade, alegria, "trasmitindo um perfume agradável". Mesmo de longe.
Sim, sim, a estrela é alegria.
Naquela noite eram varias, e todas banais, dizem que o que é banal, é essencial...
Mas, apenas uma, digo de uma só, que realmente transmitiu toda a cordialidade, felicidade, beleza, e pelo simples...
Simples?
Simples não.
O brilho não era simples
Era um brilho indefinido, o que não é diferente como seu semblante.
A estrela faz lembrar o teu semblante, pois ambos possuem tudo de mais valioso e grandioso.

sábado, 12 de abril de 2008

- Simetria (im)perfeita.



Sempre alcanço o céu com meio metro de doçura.
Apanho do amor com uma cintada de couro
Eu não fui feito pra dividir
Cale-se antes que eu me atire do primeiro andar do seu prédio.
Você sabe que sabe
Eu sei que sabe, que eu sei que sabe
E nós, na verdade não sabemos de mais nada.
A essa altura do jogo
Estamos longe demais para sairmos vencedores ou perdedores
Sairemos nós despedaçados
E com ossos quebrados de tanto amor.
A questão querido não é amar
Tudo é questão de querer.
A questão querido, não é amar
Tudo é questão de saber querer.
Eu faço tudo e apago depois
Eu leio mil vezes e perde a graça
Estou lendo nós dois.
A verdade é que não temos tanto tempo assim
E hoje, seus olhos negros estão tão azuis quanto um pedaço de céu.
Revoltos eles dizem que
A questão querido, não é amar
Tudo é questão de querer
Você nem sabe o que quer
E tão pouco sei o que sou
Juntos somos um belo par de coisas que não se sabem.
Se busco em mim o que quero
A única coisa que encontro é você.
Tudo se concentra em torno de um amor
Que nem sabemos sua existência no mundo
Eu não falo de amor
Falo da falta dele.
Ou então, falo de querer, saber - Ser
Nada a ver com amor.
Nada disso foi verdade...
Será apagado depois do vinho seco.

sábado, 5 de abril de 2008

- Nascer

"Acordou com o ruído de uma porta que se fechava pesadamente lá embaixo, no térreo. Demorou um pouco a se lembrar do lugar onde estava, de estômago embrulhado. Ouviu som de música suave. Tentou olhar à janela. Não viu nada além de um telhado onde havia algumas frestas de luz verde.
Ficou curioso. Não sabia se o galpão pertence ou não à casa de Marie. Sentia sede. Desceu para procurar a copa. No pé da escada um abajur enorme, acesso, mostrava duas portas. A primeira à esquerda, devia ter vindo dela, porque era pesada.
Forçou a fechadura. Teve dificuldade para obrar, mas não estava trancada. Abriu. Sentiu – se invadido por uma luz verde"
, a luz que foi além de seus olhos. De repente sumiu tudo em sua volta, as paredes, o chão, os móveis, o estômago e a sede. Ficou só com luz e a música. Não entendia o que estava acontecendo. Sentia, era uma sensação estranha, uma reflexão. O que passou, o que estava por acontecer, a vida. Tudo se misturava. tudo se tornava um.
Durou alguns segundos, minutos, ou talvez, horas. Não se sabe ao certo. Mas para ele, foi uma vida, uma vida que se perdeu e outras que nasciam .
Aos poucos a música, levemente, foi sumiu, a luz indo embora e as coisas voltando ao normal. O homem voltou para a cama;
Quando acordou pela manhã, não entendia o que tinha acontecido, não sabia se fora um sonho, fruto de sua imaginação ou se realmente aconteceu. Porem, tinha certeza, uma enorme e inexplicável felicidade invadiu sua alma, e vida.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Devaneio

- Ai,quando se há de ela apagar?
- Eu não sei,não me lembra:o passado,a outra vida que dantes vivi...
Penso por alguns minutos,que realmente vi.-Era algo típico,jamais revelado a outro ser...-era belo,tinha todo um charme e de fundo seu mistério,que sempre me deixava curiosa,até o dia em que ouvi : - Tu me cativaz,desejo que seja minha matrona e com mérito amor,serei grato eternamente.Isso bastou para eu ser invadida de felicidade,como alguêm maior de idade...
Era um sonho talvez...- Foi um sonho,em que paz tão serena dormi,até uma outra noite sagaz,surgir!

Ah,isso diz a lenda...
Diz a lenda (...)